quarta-feira, 12 de setembro de 2012

disparates....


Quantas vezes…

Quantas vezes pensamos em desistir,

...deixar de lado o ideal e os sonhos?

Quantas vezes fugimos com o coração amargurado pela injustiça?

Quantas vezes sentimos o peso da responsabilidade sem ter com quem dividir?

Quantas vezes sentimos solidão, ..mesmo cercados de pessoas?

Quantas vezes falamos sem ser notados?

Quantas vezes lutamos por uma causa perdida?

Quantas vezes aquela lágrima teima em cair,

...justamente na hora em que precisamos parecer fortes.

Quantas vezes pedimos a Deus um pouco de força, um pouco de luz?

E a resposta vem, seja lá como for.

Um sorriso, ..um olhar cúmplice,

...um cartãozinho, um bilhete, um gesto de amor.;

E a gente insiste,

...insiste em prosseguir,

...em acreditar,

...em transformar,...

..em dividir,.. em estar… em ser…

E Deus insiste em nos abençoar,

..em nos mostrar o caminho.

O mais difícil, o mais complicado, o mais bonito…

E… insistimos em seguir, porque existe uma missão…

Ser feliz…

 

 

 

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Desenvolvimento da personalidade e Educação Física





Na escolha destas reflexões, esteve subjacente a importância da Educação Física no desenvolvimento integral da personalidade da criança, e da minh tomada de consciência, como profissional, do muito que há ainda a fazer nesta área. Embora seja parte integrante do currículo do 1º CEB a Educação Física tem sido relegada para um plano secundário ou de "enriquecimento curricular".


Não podemos esquecer que se assiste hoje a uma mudança de atitude a nível educacional, os profissionais da educação reconhecem a importância da Educação Física no desenvolvimento global das crianças, mais concretamente no desenvolvimento das suas capacidades expressivas, lúdicas, físicas, cognitivas e criativas.

Nos nossos dias, as incertezas a nível de organização escolar concorrem para reforçar um conjunto de problemas, cuja complexidade obriga a um novo modo de olhar a escola. Não se espera que a escola tenha só como missão o ensinar a ler, a escrever e a contar. Exige-se pois, que ela prepare o cidadão para interpretar e manipular capazmente as informações que lhe chegam e participar cada vez mais, activa e conscientemente na vida da comunidade onde está inserido. Cabe à escola promover práticas estimulantes, que ajudem os alunos a desenvolver a sua personalidade utilizando para tal conteúdos actualizados e adequados às novas exigências pessoais e sociais.

A escola, e neste caso específico a Educação Física tem um papel fundamental no desenvolvimento da personalidade da criança, cabendo ao professor o papel mais importante, o de proporcionar atividades que possam contribuir para o desenvolvimento das capacidade motoras e emocionais, fundamentais para desenvolver positivamente na criança, a auto – estima, o auto – conceito, o respeito pelo eu ( individual ) e outro, ( eu social ), para que deste modo venha a ter um enquadramento na sociedade mais capaz e responsável.

A Educação Física não pode alhear-se deste processo e uma das suas preocupações passa pela conquista de um espaço de igualdade onde, sem abdicar da sua especificidade, possa contribuir para que a escola se afirme cada vez mais como o lugar onde se adquirem e consolidam hábitos e atitudes indispensáveis ao exercício e um papel essencial no desenvolvimento da personalidade em construção do individuo.













A Educação Física no desenvolvimento da personalidade da criança I




O desenvolvimento humano processa – se a partir da interacção entre a motricidade, a emoção e o pensamento, assumindo aqui a Educação Física um fator extremamente importante, na medida em que pressupõe o movimento assumindo um papel de denominador comum nas diferentes fases da Personalidade.

A Educação Física não pode ser pensada como uma mera disciplina curricular, mas como um segmento da educação que utiliza métodos pedagógicos e didáticos, com a finalidade do desenvolvimento integral do Homem, consciente de si mesmo e do mundo que o rodeia.

É através da atividade psicomotora, que a criança desenvolve aspetos cognitivos, afetivos, sociais e psicomotores de suma importância para a formação integral da sua personalidade. Será pois através de actividades realizadas nesta área que a criança adquire habilidades que lhe serão úteis para o seu percurso escolar e para a sua interação com o meio onde se insere.

É reconhecido, pela sociedade em geral, o papel que a Educação Física pode e deve desempenhar na formação da personalidade de qualquer criança, e na criação de hábitos que conduzam a uma prática salutar no domínio das actividades físicas.

São várias as razões apontadas para justificarem este facto - exercício físico, saúde, recreação, desporto, stress, lazer, ocupação de tempos livres, ou outras. No entanto, raramente aparece a Educação Física com a importância que lhe deve ser dada, a nível curricular.
Creio que o problema não reisde no nosso sistema de ensino actual, esta situação já tem as suas raízes anteriormente, já na década de 20, se falava da falha desta área nas escolas, aquando da publicação de Regulamento Oficial de Educação Física, publicado em 1920, que pode ser considerado o primeiro programa escolar da educação Física em Portugal.

Estamos perante um problema de natureza cultural, do qual não nos conseguimos desligar em
 termos práticos e que põe em causa a dignidade, estatuto e até a própria existência desta área de ensino. Em termos teóricos é encarada como uma disciplina numa perspectiva de educação permanente, o que não corresponde à realidade prática das nossas escolas portuguesas.
A Educação Física aparece desde os finais do século XIX, aquando da sua implementação, localizando-se no movimento ginástico europeu muito embora a sua consolidação só se venha a confirmar no período do Estado Novo. Ao analisarmos o enquadramento jurídico do sistema educativo português verificamos no entanto, que a Educação Física parece ser encarada como área fundamental nos currículos escolares (dec.-lei 95/91 - determina que no ensino básico esta disciplina ocorra com uma carga horária de 3 horas semanais). Se esta é a determinação oficial do Ministério da Educação, facilmente podemos constatar que tal facto não corresponde à realidade, ao nível do 1º ciclo do ensino básico.

Seria bom que os profissionais da educação, repensassem o modo como a Educação Física tem existido no nosso sistema educativo e o porquê das principais resistências à sua valorização e utilização. Na maior parte dos países da Europa a Educação Física é uma disciplina incluída nos currículos de todos os anos de escolaridade e para compreender a forma como tem sido tratada é necessário interpretar o estatuto de que goza em paralelo com as outras áreas curriculares.




A Educação Física no desenvolvimento da personalidade da criança


Estudos realizados, têm posto em evidência que a Educação Física é uma área de relevo na formação das crianças que frequentam o 1º CEB, contribuindo para o seu desenvolvimento global.
 Entenda-se o desenvolvimento como um processo longo e complexo.
 Um processo na medida em que nos remete nos remete para a ideia que não é estático, mas que tem um certo dinamismo; longo porque começa no momento da própria concepção e irá terminar aquando da morte do indivíduo; é ainda complexo porque comporta diversas dimensões e todas elas estão em permanente interacção.

            Uma das características deste processo é a mudança, nada está parado; quando há paragens no processo é porque algo está mal, é pois necessário averiguar o que se está a passar. O desenvolvimento é marcado pelo fenómeno da mudança.

            Desenvolvimento é, assim, diferente de crescimento. Falamos em desenvolvimento a nível psicológico e em crescimento a nível físico. Há uma interacção entre estes dois domínios mas temos de os encarar como dois processos diferentes.

            Ao falar-se em factores de desenvolvimento teremos de levar em linha de conta que há causas que levam ao desenvolvimento e podem afectá-lo e há factores que o influenciam, que o proporcionam ou o promovem e há outros que o influenciam negativamente bloqueando-o e provocando atrasos.

            Há fatores pertencentes ao meio e outors intrínsecos do sujeito. Há no entanto uma grande dificuldade em delimitar o campo de acção de cada um deles.
 A teoria do desenvolvimento de Piaget, descreve a interacção entre factores biológicos e sociais. Por sua vez Vigotsky (1991), entende que o processo de desenvolvimento não coincide com o de aprendizagem. O processo de aprendizagem é antecedido pelo de desenvolvimento.

            Das vastas teorias existentes na Psicologia Educacional, abordarei mais atentamente a perspectiva construtivista, e as contribuições das teorias do desenvolvimento infantis propostas por Piaget e Vygotsky.
Nesta perspectiva a Educação Física tenta fazer face às necessidades de cada criança, enquanto indivíduo único e às necessidades do eu colectivo enquanto sujeitos comuns a uma mesma história social. Os objectivos, formulados a partir duma abordagem construtivista, vão fomentar atividades, nos diversos blocos, que façam a mediação entre as duas dimensões do desenvolvimento humano; a individualidade e a sociabilidade.

Devemos considerar o desenvolvimento psicomotor como um pré requisito de todas as áreas de desenvolvimento da personalidade.

Ao falarmos em personalidade, estamos sem sombra para qualquer dúvida a referenciar um conceito de grande complexidade bio-psico-socio-axiológica, tendendo-se para uma perspectiva de teoria integradora, do desenvolvimento, partindo-se da relação do sujeito com os outros e com o mundo.

Poderemos entender a personalidade como um conjunto de estruturas internas do indivíduo que lhe permite uma organização a nível comportamental, sem que para isso perca a sua individualidade, sendo a personalidade entendida como o núcleo central do “eu”.

Gordon Allport (1969) terá definido personalidade como “ a organização dinâmica, no indivíduo, dos sistemas psicofísicos que determinam o seu comportamento e o seu pensamento característico.” (50)

Ainda segundo o mesmo autor, (1966) O homem trás consigo marcas e potencialidades desde o seu nascimento e que dentro de certos limites poderão ser influenciados por diversos factores. Esse conjunto de características herdadas e adquiridas irão formar a personalidade do indivíduo que será própria de cada ser, e determinante no rumo que sua vida irá tomar, suas decisões e até mesmo a profissão que irá seguir.

            Segundo Singer (1986), a personalidade é a forma única do indivíduo se expressar e reagir a determinado estímulo; é formada através dos anos a partir da estrutura básica herdada geneticamente e através das experiências de vida, principalmente as vividas na infância, pode  revelar -se de diferentes formas, trazendo à tona ou reprimindo tendências comportamentais.

Para Lawther (1978), personalidade é um termo usado para caracterizar o indivíduo e forma-se à medida que a pessoa cresce e se relaciona com o meio e o temperamento é o termo usado para indicar a natureza das reacções mentais e emocionais.

 Para Allport (1966), existem "materiais brutos" que formam a personalidade, como a inteligência, o físico e o temperamento e são os aspectos da personalidade que mais dependem da hereditariedade. O temperamento segundo o autor refere-se aos fenómenos característicos da natureza emocional do indivíduo, incluindo a susceptibilidade à estimulação, a intensidade e rapidez usuais de resposta, a sua disposição bem como as peculiaridades de flutuação e intensidade de disposição. O temperamento poderá ser alterado, até certos limites, por influências médicas, cirúrgicas e de nutrição bem como no decurso da aprendizagem e das experiências de vida.

Outra teoria importante para o estudo da personalidade é a de Eysenck” uma organização mais ou menos estável e duradoura do carácter, do temperamento, do intelecto e do físico de uma pessoa, que determina a sua adaptação ao ambiente”. Esta teoria baseia-se nos traços de personalidade, pelos quais se acredita capaz de predizer muitos comportamentos individuais e sociais. Eysenck (1968) considera estes traços como uma dimensão da personalidade, e identificou, três que seriam as dimensões primárias da personalidade: extroversão (orientação para o mundo exterior, introversão orientação para a reserva) e o  neuroticismo ( reacções de ansiedade, de medo) e o psicotismo (teimosia independência, agressividade). O autor considera que estas dimensões são representativas da actividade nervosa. Estas dimensões permitem essencialmente uma descrição do comportamento dos sujeitos.

A personalidade integra não só comportamentos como atitudes mentais, assumindo particular interesse a importância que o indivíduo tem de si próprio (auto-conceito) e a ideia que os outros têm de si, se estas coincidirem o seu conflito interno é menor.

Segundo Samlski (1992) a importância da atividade física no desenvolvimento da personalidade é reconhecida tanto pela psicologia do desporto como por professores e treinadores. Pessoas com uma determinada personalidade interessam-se por uma determinada forma de prática desportiva. Algumas características como a socialização, a estabilidade emocional e a motivação desenvolvem-se com a prática desportiva.

Segundo Esteves (s/data) as actividades corporais integradas na área de expressão de Educação Físico Motora podem dar um contributo importante no desenvolvimento da personalidade das crianças. Este autor terá demonstrado como é possível desenvolver os aspectos condicionantes da personalidade, tais como; auto-estima, a socialização, a ansiedade, a motivação através de actividades propostas pelo programa de Expressão e Educação Físico motora.

A Expressão e Educação Física Motora tem um papel preponderante  no desenvolvimento humano pelo que se pode afirmar que esta é benéfica para todas as dimensões do mesmo. 

A nível do desenvolvimento social; é através da interacção com os seus pares, que o sujeito adquire competências sociais, tais como a cooperação, a partilha, a linguagem e a resolução de conflitos.

Na dimensão emocional é através da redução da ansiedade, da gestão do stress e do desenvolvimento do auto-controlo, que se adquirem vivências de sentimentos e de comportamentos tais como a perseverança, a responsabilidade e a auto-aceitação.

A nível físico; é através da libertação de energia acumulada, do movimento, e da prática de habilidades motoras, que se pode processar um aumento da atenção e concentração, e consequentemente, uma melhor aprendizagem.

A nível cognitivo  é através da manipulação e dos comportamentos exploratórios ocorridos durante o jogo, que as crianças desenvolvem constructos intelectuais que utilizarão noutros contextos.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

A vida passa, e... quando deste conta nada restou


Não sei como começar, mas talvez por vos contar uma história.
Era uma vez uma menina que acreditava em contos de fadas, uma pobre menina triste que cresceu sózinha, viveu sózinha e um dia morrerá sózinha...
A menina sempre foi privada das coisas mais importantes da vida, no entanto, era compensada com coisas materiais que muitas vezes são os substitutos do amor e do carinho.
A menina tornou-se uma adolescente irreverente e revoltada, mas um dia teve a ilusão de ter encontrado o príncipe encantado mas... que facilmente se tornou num sapo viscoço e repugnante...
Hoje mulher com defeitos(muitos)essa menina que cresceu sózinha continua no mesmo estado sendo enganada lidando com situações de mentiras e de cobardias que não consegue aceitar.
A mulher de hoje não gosta de voltar para casa porque não tem ninguém há sua espera. Talvez porque viva infelizs, talvez pelo facto de ter sido obrigada a crescer depressa demais, com a maternidade, não viveu todas as fantasias da sexualidade de todos os adolescentes, porque investiu numa formação académica que julgava importante, talvez se tenha esquecido da hierarquia das prioridades pondo em primeiro lugar uma carreira, esquecendo-se de namorar de brincar de cultivar a sensibilidade a que nunca foi habituada, talvez quando deu por si tinha todas as prioridades viradas do avesso.
Essa menina hoje mulher vive infeliz, como se fosse um piloto automático, essa menina só precisa de um pouco de compreensão, de um abraço de uma palavra amiga,mas não a consegue encontrar em lado nenhum. A menina sente-se desamparada perdida, assustada pois sabe que tudo isto é um passo para a depressão, tal com dissem os psicanalistas todos nós nos deprimimos por falta de mimos.
Para quê agonizar numa situação que não tem solução?
A menina hoje está farta e pronta para aatravessar a ponte e caminhar para a luz, tudo é melhor que o inferno da solidão da hipócrisia da mentira e da cobardia.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Passei só por passar...

De vez em quando gosto de passar nem que seja só por passar.
Não me apetece escrever, não me apetece fazer nada, tenho saudades, muitas saudades, mas... tenho de sofrê-las em silêncio... tudo tem o seu tempo e o nosso esfomou-se, porque talvez não fosse o nosso tempo...

segunda-feira, 23 de julho de 2012

amanhã pode ser tarde


Amanhã pode ser tarde... Ontem?...
Isso faz tempo! Amanhã?... Não nos cabe saber...
Amanhã pode ser muito tarde para você dizer que ama...

Para você dizer que perdoa,
Para você dizer que desculpa,
Para você dizer que quer tentar de novo...

Amanhã pode ser muito tarde para pedir perdão,

Para dizeres:
Desculpa-me o erro foi meu!...

O teu amor, amanhã, pode já ser inútil;
O teu perdão, amanhã, pode já não ser preciso;
A tua volta, amanhã, pode já não ser esperada;

A tua carta, amanhã, pode já não ser lida;
O teu carinho, amanhã, pode já não ser mais necessário;
O teu abraço, amanhã, pode já não encontrar outros braços...

Porque amanhã pode ser muito... muito tarde!

 Não deixes para amanhã para dizer:

Eu amo-te !
Estou com saudade!

Perdoa-me!
Desculpa-me!

 Não deixes para amanhã:
O teu sorriso,
O teu abraço,
O teu carinho,
O teu trabalho,
O teu sonho,
A tua ajuda...

Não deixes para amanhã para perguntar:
Porque estás triste?
O que há contigo?
Ei!... Vem cá, vamos conversar...
Onde está o  teu sorriso?
Ainda tenho hipótese?...


Já percebebeste que existo?
Porque não começamos de novo?
Estou contigo. Sabes que podes contar comigo?
Onde estão os teus sonhos?
Onde está a tua garra?...

Lembra-te:
Amanhã pode ser tarde... muito tarde!
Procura...
Vai atrás!

Insiste!
Tenta mais uma vez!
Só o hoje é definitivo!

sexta-feira, 20 de julho de 2012

educação ambiental

Na era global muito se fala de educação ambiental mas afinal como se define Educação ambiental?

A Educação Ambiental é um processo participativo, onde o educando assume o papel de elemento central do processo de ensino/aprendizagem pretendido, participando activamente no diagnóstico dos problemas ambientais e na busca de soluções, sendo preparado como agente transformador, através do desenvolvimento de habilidades e formação de atitudes, através de uma conduta ética, condizentes ao exercício da cidadania.

Educação ambiental será ainda uma estratégia que pretende defender a natureza, paralisar a sua degradação através da acção formativa. Pensamos que será uma educação a favor do meio, não terminando com a informação e aprendizagem, não tendo como objectivo só o conhecimento de questões ambientais. O conhecimento, a aprendizagem das questões ambientais, só devem ser elementos mediadores para introduzir uma ética ambiental que, dirija as relações do homem com a Natureza num sentido positivo para o meio ambiente. A Educação Ambiental, deve incidir sobre a acção, no actuar do homem, isto pressupõe que uma pessoa educada ambientalmente não é tanto o que sabe, ou o que conhece a problemática ambiental quanto aquele que, com as suas acções defende o património ambiental e procura a sua conservação. Deve ainda, exercitar a tomada de decisões, que o homem conheça as consequências das acções e que assim haja de forma adequada para favorecer o seu meio ambiente. Vê o homem como mediador e como ponto de apoio, não retomando para si a finalidade educativa, neste sentido pode ser considerada a primeira pedagogia não antropológica, pois, a sua finalidade visa sempre a defesa e conservação do meio ambiente, põe como finalidade a sobrevivência, ou a qualidade de vida das gerações “futuras”.

A educação Ambiental, é fundamentalmente uma pedagogia  para a acção: não acabando na formação, nem na culturalização; trabalha fundamentalmente para que, a natureza seja a beneficiária da formação recebida pelo homem. Se o docente não tiver isto em mente, não existirá uma verdadeira educação ambiental nas nossas escolas.

São características da Educação Ambiental:

Uma preocupação. A qualidade do meio ambiente;

Uma meta: a preocupação e melhora do meio;

Um campo. Os problemas do meio;

Um meio ou instrumento: exercitar a toma de decisões

Não obstante, a educação ambiental pode também caracterizar-se, através das suas outras notas definidoras como:

- Interdisciplinaridade;

- Encaminhamento de causa e efeito;

- Sentido global;

- Internacionalismo;

- Planeamento de uma nova ética assente principalmente numas novas relações entre o homem e a natureza:

- Acção;



 


 


 

A ciência das crianças


Piaget (1930), publicou um estudo, tendo como base entrevistas, sobre o que pensam as crianças sobre o movimento de corpos celestes em especial o Sol e a Lua. Sustentava que a compreensão destes fenómenos aparecia entre os 4 e 12 anos, com os mesmos cinco estádios que nos outros aspectos sobre causalidade física. No primeiro, cerca dos cinco anos, a causa do movimento prende-se com a magia e o animismo. O Movimento da lua ir-se-á explicar recorrendo ao movimento de pessoas e animais. No segundo estádio (5-6 anos) o movimento está ligado a Deus ou a alguma pessoa. No terceiro estádio (6-8 anos) pensam que os fenómenos naturais são seres vivos e os responsáveis do movimento Deus ou alguma pessoa como o foram no estádio anterior, estando assim perante o artificialismo.

            Piaget terá também observado o facto, que até ao 3º estádio se interessam também pela ilusão de que a lua no seu movimento os segue. Esta ilusão deve-se ao facto de que a criança não tem a noção real da distância que a separa da Lua, e imagina-a mais próxima de si do que realmente está. Se uma criança viaja de carro e ocasionalmente olha pela janela e vê a Lua, tem a ilusão que esta o segue no decorrer da viagem, pois não consegue perceber que só a vê devido à altura a que esta se encontra.

            Num 4º estádio, compreendido entre os 8 – 9 anos, as crianças irão reinventar a ideia aristotélica de movimento. A diferença entre Aristóteles e as crianças é que estas últimas irão também aplicar a ideia de movimento ao Sol e á lua.

            Num 5º estádio, cerca dos 9 anos, as crianças pressupõem que o Sol e a Lua estão mais ou menos à mesma altura que as nuvens, e movimentam-se pela acção do vento.

            Algumas entrevistas publicadas por Piaget sobre as fases da Lua reforçam a Teoria Piagetiana de que até á idade dos 11-12 anos as concepções que as crianças têm sobre os corpos celestes são bastante rudimentares e empíricas. 


segunda-feira, 9 de julho de 2012


Pedagogias Diferenciadas para a Educação multicultural.

Como? ( I I)



Síntese/Reflexão









         O professor tem de ter estratégias diversificadas, é um desafio constante à criatividade no sentido de desenvolver pedagogias mais adequadas às especificidades étnicas da turma.

           

Usar interacções com diálogo em que a comunicação toca elementos comuns, o conhecimento da cultura do outro.

           

Actividades críticas com aprendizagens activas. O desenvolvimento de atitudes e valores para a consolidação de uma sociedade justa.

           

A consciência entre os sentimentos dos alunos sobre questões relativas à raça, o que leva à educação multicultural. A avaliação é o suporte nas metodologias utilizadas leva ao sucesso do aluno, premiando as suas características próprias no todo da turma.







Pedagogias Diferenciadas para a Educação multicultural.

Como? ( I )



Síntese/Reflexão



         A escola é um espaço aberto ao diálogo entre docentes e alunos. Todos são iguais têm as mesmas oportunidades. Os meios sociais de vivências dos alunos, são pontos  positivos a valorizar o conhecimento empírico. Cada um traz experiências novas que ensina aos colegas e há intercâmbio.

           

Os professores aprendem e enriquecem-se nesta troca de experiências, todos ficam mais ricos no saber cultural.



            A avaliação é contínua e diária. Há diálogo e intercâmbio entre colegas docentes de cadeira que se interligam ou não. Pois, o saber não é um todo, e também a estreita ligação com as famílias, entendê-las é conhecer melhor as crianças, os jovens, os alunos.



            Para que se fomente uma igualdade de oportunidades a nível educativo, tem-se sem sombra parta qualquer dúvida de se recorrer a pedagogias diferenciadas. Esta exigência torna-se ainda mais premente em contextos classificados de etnicamente heterogéneos. O respeito pela individualidade e a promoção da igualdade de oportunidades entre os alunos pertencentes a diversos grupos étnicos - culturais exigem por parte do educador o recurso a práticas pedagógicas que vão  de encontro às realidades desses grupos, sendo assim ajustadas à diversidade. O desenvolvimento de pedagogias diferenciadas em qualquer contexto requer que o professor:



            a)- compreenda os mecanismos de funcionamento da escola face à diversidade sócio – económica e étnico – cultural dos alunos;



            b)- utilize a margem de liberdade de que dispõe para realizar escolhas curriculares;



            c)- atribua primazia aos processos de ensino;



            d)- faça uma avaliação formativa um vector fundamental das sua práticas;



            e)- estabeleça linhas de acção educativa para conceitos multiculturais;






Educação Multicultural: Raízes e Desafios ( Síntese Reflexão)

            A educação multicultural, deve partir do reconhecimento da diversidade cultural. Fornece igualdade de oportunidades num contexto de diferenciação cultural contra a discriminação de qualquer tipo. Insiste numa postura ética do professor, que defende que a educação não é mais do que utilizar a cultura. Sendo a educação« um meio de promover a igualdade.
            É fundamental mudar o modo de funcionamento do sistema escolar adaptando-o às características das crianças.
            É necessário conseguir a transferência dos conhecimentos e habilidades que já têm para determinadas tarefas. Identificar os utensílios que tornam os grupos minoritários mais capazes de competir com êxito com as culturas dominantes, proporcionar-lhes as ferramentas necessárias.
            A aplicação do princípio de igualdade de oportunidades deve basear-se numa aprendizagem significativa com actividades de êxito e reconhecimento, favorecendo processos de cooperação.


sexta-feira, 6 de julho de 2012

Relatório PISA


Os meios de comunicação social não noticiaram, os comentadores sempre prontos a apontar o dedo aos professores mantiveram-se em silêncio, vamos lá a saber porquê…

A crise económica/social que o país atravessa tem agora uma outra manobra de diversão as habilitações literárias do ministro Miguel Relvas, enquanto assuntos importantes como o relatório da OCDE (PISA) sobre a qualidade dos professores portugueses são ignorados talvez pelo facto do reconhecimento que é feito a estes.

Segundo o relatório os professores portugueses são os que têm a imagem mais positiva de entre os docentes dos 33 países da OCDE*, tendo em 2006 aumentado 10 pontos percentuais.

Segundo o mesmo relatório os professores portugueses são aqueles que estão sempre disponíveis para as ajudas extras aos alunos e que mantêm com eles um
excelente relacionamento.

E a melhor de todas, a que considero verdadeiramente paradigmática, foi
omitida pela maioria dos órgãos de comunicação social: Mais de 90% dos
alunos portugueses afirmaram ter uma imagem positiva dos seus professores!

Ao conjunto de evidências acresce outra, a inclusão, onde o papel do professor é determinante. Segundo o mesmo relatório Portugal encontra-se no 6º lugar da OCDE, como país cujo sistema de ensino melhor compensa as assimetrias sócio/económicas.

É ainda de referir que Portugal tem a maior percentagem de alunos carenciados com excelentes níveis de desempenho em leitura.

Então e agora calou-se a voz dos que ostensivamente consideram os professores do ensino básico e secundário uma classe pouco profissional, com imensos privilégios e luxuosas remunerações…

Nada acontece por acaso! Os professores portugueses são excelentes
profissionais, pessoas que se dedicam de corpo e alma aos seus alunos,
*mesmo quando são vilipendiados e ofendidos por membros de classes
profissionais tão corporativistas (ou mais!) que a dos professores*!

Como diz a quase totalidade dos alunos, os professores são excelentes
pessoas que estão sempre disponíveis para ajudar os seus alunos. Esta é que
é a realidade dos professores das escolas do ensino básico e secundário!
Obviamente que, *como em todas as demais classes profissionais, haverá
exceções à regra, aqueles que não cumprem, não assumem as suas
responsabilidades, não justificam o ordenado que recebem.* Mas, assim como
uma andorinha não faz a primavera, também uma ovelha negra não estraga um
rebanho.


segunda-feira, 25 de junho de 2012

Um livro...

O erro de Descartes

António Damásio com a sua explicação de como a emoção contribui para a razão e para o comportamento social adaptativo, oferece-nos também uma nova perspetiva do que são realmente emoções e sentimentos: uma perceção direta dos nossos próprios estados físicos, um elo entre o corpo e as suas regulações , que visam a sobrevivência por um lado, e a consciência, por outro.
Quer saber mais??? mergulhe nas páginas de puro prazer ke esta obra lhe pode dar.

sábado, 23 de junho de 2012

um filme...


 “ Mentes Perigosas”, retrata um caso de vida real, baseado no livro de Louanne Johnson, “ My posser donzt do homework”.

            O filme desenrola-se em torno de Louanne Johnson, uma ex. fuzileira, que terá abandonado a carreira militar com o objectivo de satisfazer um sonho, ser professora.

            Enquanto ainda estudante universitária, aceita o cargo de professora substituta numa escola, mal sabendo que a turma que lhe é entregue lhe fará mudar a sua vida e ela a dos seus alunos.

            Os alunos, que integram a turma, são um grupo de adolescentes que encaram 9º seu insucesso como um modo de vida, mas que sonham com o dia em que apareça alguém que se preocupe com eles. A vida que levam, ensinou-os a não confiar em ninguém. As suas atitudes desconfiadas para com os outros está patente desde o primeiro momento, como está patente a luta que Louanne irá travar para os modificar. Ao invés de cruzar os braços perante as dificuldades esta professora terá logo no primeiro momento tomado a decisão de mudar o panorama, sem saber como iria fazê-lo. Para tal desafiou todas as regras da instituição escolar, criou o seu próprio currículo, utilizou estratégias pedagógicas invulgares, inovadoras e diferenciadas, conseguindo assim ganhar a confiança dos alunos, e encaminhando-os ao sucesso.

            O afecto que lhes manifesta terá levado os alunos a acreditarem em si próprios, no se espírito e no seu potencial. Louanne leva os alunos, e até a si própria ao limite, mas aprenderá algumas lições, quando quer desistir, são esses próprios alunos que a não deixam partir…

sexta-feira, 22 de junho de 2012


Aos Que Passam Pela Nossa Vida

Cada um que passa em nossa vida passa sozinho...
Porque cada pessoa é única para nós,
e nenhuma substitui a outra.

Cada um que passa em nossa vida passa sozinho,
mas não vai só...
Levam um pouco de nós mesmos
e nos deixam um pouco de si mesmos.

Há os que levam muito,
mas não há os que não levam nada

Há os que deixam muito,
mas não há os que não deixam nada.

Esta é a mais bela realidade da vida...
A prova tremenda de que cada um é importante
e que ninguém se aproxima do outro por acaso...
Saint Exupery

Nesta sociedade em que vivemos, carentes do carinho dos nossos pais, demasiadamente ocupados para nos dar atenção, não podemos crescer felizes. Deixem-nos brincar para que possamos ser crianças bem desenvolvidas física e mentalmente.

Não queremos brinquedos caros, substitutos do amor e carinho parental, queremos um beijo de boa-noite, um sorriso ao acordar... queremos brincar livremente, correr, saltar, trepar, usar aquele parque que vimos da janela do nosso quarto... que o tempo foi desgastando e descolorindo... olhamos tristemente por não podermos estar lá.

E não podemos porque a vida profissional dos nossos pais, não se coaduna com os nossos horários.

Queremos ser crianças, não perder a oportunidade de o ser. Queremos uma escola que não funcione como um armazém de crianças, onde nos depositam de manhã, e nos vão buscar à tarde, para nos entregar nas mãos de uma qualquer “ama electrónica”, ou numa série de actividades extra-curriculares.

Precisamos de brincar com os nossos pais, na escola, não temos culpa de viver numa sociedade tecnocrata que nos está a roubar os nossos direitos.

Deixem-nos brincar, brinquem connosco pois muitas das coisas que aprendemos é com o brincar, é com o jogo.

Se a vossa missão de adulto é trabalhar, a nossa como crianças é a de brincar, lutem por uma escola que mesmo a tempo inteiro lute por nos dar isso... 


A mudança não está num estalar de dedos, mas pode iniciar-se assim.