O desenvolvimento humano processa – se a partir da interacção entre a motricidade, a emoção e o pensamento, assumindo aqui a Educação Física um fator extremamente importante, na medida em que pressupõe o movimento assumindo um papel de denominador comum nas diferentes fases da Personalidade.
A Educação Física não pode ser pensada como uma mera disciplina curricular, mas como um segmento da educação que utiliza métodos pedagógicos e didáticos, com a finalidade do desenvolvimento integral do Homem, consciente de si mesmo e do mundo que o rodeia.
É através da atividade psicomotora, que a criança desenvolve aspetos cognitivos, afetivos, sociais e psicomotores de suma importância para a formação integral da sua personalidade. Será pois através de actividades realizadas nesta área que a criança adquire habilidades que lhe serão úteis para o seu percurso escolar e para a sua interação com o meio onde se insere.
É reconhecido, pela sociedade em geral, o papel que a Educação Física pode e deve desempenhar na formação da personalidade de qualquer criança, e na criação de hábitos que conduzam a uma prática salutar no domínio das actividades físicas.
São várias as razões apontadas para justificarem este facto - exercício físico, saúde, recreação, desporto, stress, lazer, ocupação de tempos livres, ou outras. No entanto, raramente aparece a Educação Física com a importância que lhe deve ser dada, a nível curricular.
Creio que o problema não reisde no nosso sistema de ensino actual, esta situação já tem as suas raízes anteriormente, já na década de 20, se falava da falha desta área nas escolas, aquando da publicação de Regulamento Oficial de Educação Física, publicado em 1920, que pode ser considerado o primeiro programa escolar da educação Física em Portugal.
Estamos perante um problema de natureza cultural, do qual não nos conseguimos desligar em
termos práticos e que põe em causa a dignidade, estatuto e até a própria existência desta área de ensino. Em termos teóricos é encarada como uma disciplina numa perspectiva de educação permanente, o que não corresponde à realidade prática das nossas escolas portuguesas.
A Educação Física aparece desde os finais do século XIX, aquando da sua implementação, localizando-se no movimento ginástico europeu muito embora a sua consolidação só se venha a confirmar no período do Estado Novo. Ao analisarmos o enquadramento jurídico do sistema educativo português verificamos no entanto, que a Educação Física parece ser encarada como área fundamental nos currículos escolares (dec.-lei 95/91 - determina que no ensino básico esta disciplina ocorra com uma carga horária de 3 horas semanais). Se esta é a determinação oficial do Ministério da Educação, facilmente podemos constatar que tal facto não corresponde à realidade, ao nível do 1º ciclo do ensino básico.
Seria bom que os profissionais da educação, repensassem o modo como a Educação Física tem existido no nosso sistema educativo e o porquê das principais resistências à sua valorização e utilização. Na maior parte dos países da Europa a Educação Física é uma disciplina incluída nos currículos de todos os anos de escolaridade e para compreender a forma como tem sido tratada é necessário interpretar o estatuto de que goza em paralelo com as outras áreas curriculares.
Seria bom que os profissionais da educação, repensassem o modo como a Educação Física tem existido no nosso sistema educativo e o porquê das principais resistências à sua valorização e utilização. Na maior parte dos países da Europa a Educação Física é uma disciplina incluída nos currículos de todos os anos de escolaridade e para compreender a forma como tem sido tratada é necessário interpretar o estatuto de que goza em paralelo com as outras áreas curriculares.
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