segunda-feira, 23 de julho de 2012

amanhã pode ser tarde


Amanhã pode ser tarde... Ontem?...
Isso faz tempo! Amanhã?... Não nos cabe saber...
Amanhã pode ser muito tarde para você dizer que ama...

Para você dizer que perdoa,
Para você dizer que desculpa,
Para você dizer que quer tentar de novo...

Amanhã pode ser muito tarde para pedir perdão,

Para dizeres:
Desculpa-me o erro foi meu!...

O teu amor, amanhã, pode já ser inútil;
O teu perdão, amanhã, pode já não ser preciso;
A tua volta, amanhã, pode já não ser esperada;

A tua carta, amanhã, pode já não ser lida;
O teu carinho, amanhã, pode já não ser mais necessário;
O teu abraço, amanhã, pode já não encontrar outros braços...

Porque amanhã pode ser muito... muito tarde!

 Não deixes para amanhã para dizer:

Eu amo-te !
Estou com saudade!

Perdoa-me!
Desculpa-me!

 Não deixes para amanhã:
O teu sorriso,
O teu abraço,
O teu carinho,
O teu trabalho,
O teu sonho,
A tua ajuda...

Não deixes para amanhã para perguntar:
Porque estás triste?
O que há contigo?
Ei!... Vem cá, vamos conversar...
Onde está o  teu sorriso?
Ainda tenho hipótese?...


Já percebebeste que existo?
Porque não começamos de novo?
Estou contigo. Sabes que podes contar comigo?
Onde estão os teus sonhos?
Onde está a tua garra?...

Lembra-te:
Amanhã pode ser tarde... muito tarde!
Procura...
Vai atrás!

Insiste!
Tenta mais uma vez!
Só o hoje é definitivo!

sexta-feira, 20 de julho de 2012

educação ambiental

Na era global muito se fala de educação ambiental mas afinal como se define Educação ambiental?

A Educação Ambiental é um processo participativo, onde o educando assume o papel de elemento central do processo de ensino/aprendizagem pretendido, participando activamente no diagnóstico dos problemas ambientais e na busca de soluções, sendo preparado como agente transformador, através do desenvolvimento de habilidades e formação de atitudes, através de uma conduta ética, condizentes ao exercício da cidadania.

Educação ambiental será ainda uma estratégia que pretende defender a natureza, paralisar a sua degradação através da acção formativa. Pensamos que será uma educação a favor do meio, não terminando com a informação e aprendizagem, não tendo como objectivo só o conhecimento de questões ambientais. O conhecimento, a aprendizagem das questões ambientais, só devem ser elementos mediadores para introduzir uma ética ambiental que, dirija as relações do homem com a Natureza num sentido positivo para o meio ambiente. A Educação Ambiental, deve incidir sobre a acção, no actuar do homem, isto pressupõe que uma pessoa educada ambientalmente não é tanto o que sabe, ou o que conhece a problemática ambiental quanto aquele que, com as suas acções defende o património ambiental e procura a sua conservação. Deve ainda, exercitar a tomada de decisões, que o homem conheça as consequências das acções e que assim haja de forma adequada para favorecer o seu meio ambiente. Vê o homem como mediador e como ponto de apoio, não retomando para si a finalidade educativa, neste sentido pode ser considerada a primeira pedagogia não antropológica, pois, a sua finalidade visa sempre a defesa e conservação do meio ambiente, põe como finalidade a sobrevivência, ou a qualidade de vida das gerações “futuras”.

A educação Ambiental, é fundamentalmente uma pedagogia  para a acção: não acabando na formação, nem na culturalização; trabalha fundamentalmente para que, a natureza seja a beneficiária da formação recebida pelo homem. Se o docente não tiver isto em mente, não existirá uma verdadeira educação ambiental nas nossas escolas.

São características da Educação Ambiental:

Uma preocupação. A qualidade do meio ambiente;

Uma meta: a preocupação e melhora do meio;

Um campo. Os problemas do meio;

Um meio ou instrumento: exercitar a toma de decisões

Não obstante, a educação ambiental pode também caracterizar-se, através das suas outras notas definidoras como:

- Interdisciplinaridade;

- Encaminhamento de causa e efeito;

- Sentido global;

- Internacionalismo;

- Planeamento de uma nova ética assente principalmente numas novas relações entre o homem e a natureza:

- Acção;



 


 


 

A ciência das crianças


Piaget (1930), publicou um estudo, tendo como base entrevistas, sobre o que pensam as crianças sobre o movimento de corpos celestes em especial o Sol e a Lua. Sustentava que a compreensão destes fenómenos aparecia entre os 4 e 12 anos, com os mesmos cinco estádios que nos outros aspectos sobre causalidade física. No primeiro, cerca dos cinco anos, a causa do movimento prende-se com a magia e o animismo. O Movimento da lua ir-se-á explicar recorrendo ao movimento de pessoas e animais. No segundo estádio (5-6 anos) o movimento está ligado a Deus ou a alguma pessoa. No terceiro estádio (6-8 anos) pensam que os fenómenos naturais são seres vivos e os responsáveis do movimento Deus ou alguma pessoa como o foram no estádio anterior, estando assim perante o artificialismo.

            Piaget terá também observado o facto, que até ao 3º estádio se interessam também pela ilusão de que a lua no seu movimento os segue. Esta ilusão deve-se ao facto de que a criança não tem a noção real da distância que a separa da Lua, e imagina-a mais próxima de si do que realmente está. Se uma criança viaja de carro e ocasionalmente olha pela janela e vê a Lua, tem a ilusão que esta o segue no decorrer da viagem, pois não consegue perceber que só a vê devido à altura a que esta se encontra.

            Num 4º estádio, compreendido entre os 8 – 9 anos, as crianças irão reinventar a ideia aristotélica de movimento. A diferença entre Aristóteles e as crianças é que estas últimas irão também aplicar a ideia de movimento ao Sol e á lua.

            Num 5º estádio, cerca dos 9 anos, as crianças pressupõem que o Sol e a Lua estão mais ou menos à mesma altura que as nuvens, e movimentam-se pela acção do vento.

            Algumas entrevistas publicadas por Piaget sobre as fases da Lua reforçam a Teoria Piagetiana de que até á idade dos 11-12 anos as concepções que as crianças têm sobre os corpos celestes são bastante rudimentares e empíricas. 


segunda-feira, 9 de julho de 2012


Pedagogias Diferenciadas para a Educação multicultural.

Como? ( I I)



Síntese/Reflexão









         O professor tem de ter estratégias diversificadas, é um desafio constante à criatividade no sentido de desenvolver pedagogias mais adequadas às especificidades étnicas da turma.

           

Usar interacções com diálogo em que a comunicação toca elementos comuns, o conhecimento da cultura do outro.

           

Actividades críticas com aprendizagens activas. O desenvolvimento de atitudes e valores para a consolidação de uma sociedade justa.

           

A consciência entre os sentimentos dos alunos sobre questões relativas à raça, o que leva à educação multicultural. A avaliação é o suporte nas metodologias utilizadas leva ao sucesso do aluno, premiando as suas características próprias no todo da turma.







Pedagogias Diferenciadas para a Educação multicultural.

Como? ( I )



Síntese/Reflexão



         A escola é um espaço aberto ao diálogo entre docentes e alunos. Todos são iguais têm as mesmas oportunidades. Os meios sociais de vivências dos alunos, são pontos  positivos a valorizar o conhecimento empírico. Cada um traz experiências novas que ensina aos colegas e há intercâmbio.

           

Os professores aprendem e enriquecem-se nesta troca de experiências, todos ficam mais ricos no saber cultural.



            A avaliação é contínua e diária. Há diálogo e intercâmbio entre colegas docentes de cadeira que se interligam ou não. Pois, o saber não é um todo, e também a estreita ligação com as famílias, entendê-las é conhecer melhor as crianças, os jovens, os alunos.



            Para que se fomente uma igualdade de oportunidades a nível educativo, tem-se sem sombra parta qualquer dúvida de se recorrer a pedagogias diferenciadas. Esta exigência torna-se ainda mais premente em contextos classificados de etnicamente heterogéneos. O respeito pela individualidade e a promoção da igualdade de oportunidades entre os alunos pertencentes a diversos grupos étnicos - culturais exigem por parte do educador o recurso a práticas pedagógicas que vão  de encontro às realidades desses grupos, sendo assim ajustadas à diversidade. O desenvolvimento de pedagogias diferenciadas em qualquer contexto requer que o professor:



            a)- compreenda os mecanismos de funcionamento da escola face à diversidade sócio – económica e étnico – cultural dos alunos;



            b)- utilize a margem de liberdade de que dispõe para realizar escolhas curriculares;



            c)- atribua primazia aos processos de ensino;



            d)- faça uma avaliação formativa um vector fundamental das sua práticas;



            e)- estabeleça linhas de acção educativa para conceitos multiculturais;






Educação Multicultural: Raízes e Desafios ( Síntese Reflexão)

            A educação multicultural, deve partir do reconhecimento da diversidade cultural. Fornece igualdade de oportunidades num contexto de diferenciação cultural contra a discriminação de qualquer tipo. Insiste numa postura ética do professor, que defende que a educação não é mais do que utilizar a cultura. Sendo a educação« um meio de promover a igualdade.
            É fundamental mudar o modo de funcionamento do sistema escolar adaptando-o às características das crianças.
            É necessário conseguir a transferência dos conhecimentos e habilidades que já têm para determinadas tarefas. Identificar os utensílios que tornam os grupos minoritários mais capazes de competir com êxito com as culturas dominantes, proporcionar-lhes as ferramentas necessárias.
            A aplicação do princípio de igualdade de oportunidades deve basear-se numa aprendizagem significativa com actividades de êxito e reconhecimento, favorecendo processos de cooperação.


sexta-feira, 6 de julho de 2012

Relatório PISA


Os meios de comunicação social não noticiaram, os comentadores sempre prontos a apontar o dedo aos professores mantiveram-se em silêncio, vamos lá a saber porquê…

A crise económica/social que o país atravessa tem agora uma outra manobra de diversão as habilitações literárias do ministro Miguel Relvas, enquanto assuntos importantes como o relatório da OCDE (PISA) sobre a qualidade dos professores portugueses são ignorados talvez pelo facto do reconhecimento que é feito a estes.

Segundo o relatório os professores portugueses são os que têm a imagem mais positiva de entre os docentes dos 33 países da OCDE*, tendo em 2006 aumentado 10 pontos percentuais.

Segundo o mesmo relatório os professores portugueses são aqueles que estão sempre disponíveis para as ajudas extras aos alunos e que mantêm com eles um
excelente relacionamento.

E a melhor de todas, a que considero verdadeiramente paradigmática, foi
omitida pela maioria dos órgãos de comunicação social: Mais de 90% dos
alunos portugueses afirmaram ter uma imagem positiva dos seus professores!

Ao conjunto de evidências acresce outra, a inclusão, onde o papel do professor é determinante. Segundo o mesmo relatório Portugal encontra-se no 6º lugar da OCDE, como país cujo sistema de ensino melhor compensa as assimetrias sócio/económicas.

É ainda de referir que Portugal tem a maior percentagem de alunos carenciados com excelentes níveis de desempenho em leitura.

Então e agora calou-se a voz dos que ostensivamente consideram os professores do ensino básico e secundário uma classe pouco profissional, com imensos privilégios e luxuosas remunerações…

Nada acontece por acaso! Os professores portugueses são excelentes
profissionais, pessoas que se dedicam de corpo e alma aos seus alunos,
*mesmo quando são vilipendiados e ofendidos por membros de classes
profissionais tão corporativistas (ou mais!) que a dos professores*!

Como diz a quase totalidade dos alunos, os professores são excelentes
pessoas que estão sempre disponíveis para ajudar os seus alunos. Esta é que
é a realidade dos professores das escolas do ensino básico e secundário!
Obviamente que, *como em todas as demais classes profissionais, haverá
exceções à regra, aqueles que não cumprem, não assumem as suas
responsabilidades, não justificam o ordenado que recebem.* Mas, assim como
uma andorinha não faz a primavera, também uma ovelha negra não estraga um
rebanho.