quinta-feira, 16 de agosto de 2012
Desenvolvimento da personalidade e Educação Física
Na escolha destas reflexões, esteve subjacente a importância da Educação Física no desenvolvimento integral da personalidade da criança, e da minh tomada de consciência, como profissional, do muito que há ainda a fazer nesta área. Embora seja parte integrante do currículo do 1º CEB a Educação Física tem sido relegada para um plano secundário ou de "enriquecimento curricular".
Não podemos esquecer que se assiste hoje a uma mudança de atitude a nível educacional, os profissionais da educação reconhecem a importância da Educação Física no desenvolvimento global das crianças, mais concretamente no desenvolvimento das suas capacidades expressivas, lúdicas, físicas, cognitivas e criativas.
Nos nossos dias, as incertezas a nível de organização escolar concorrem para reforçar um conjunto de problemas, cuja complexidade obriga a um novo modo de olhar a escola. Não se espera que a escola tenha só como missão o ensinar a ler, a escrever e a contar. Exige-se pois, que ela prepare o cidadão para interpretar e manipular capazmente as informações que lhe chegam e participar cada vez mais, activa e conscientemente na vida da comunidade onde está inserido. Cabe à escola promover práticas estimulantes, que ajudem os alunos a desenvolver a sua personalidade utilizando para tal conteúdos actualizados e adequados às novas exigências pessoais e sociais.
A escola, e neste caso específico a Educação Física tem um papel fundamental no desenvolvimento da personalidade da criança, cabendo ao professor o papel mais importante, o de proporcionar atividades que possam contribuir para o desenvolvimento das capacidade motoras e emocionais, fundamentais para desenvolver positivamente na criança, a auto – estima, o auto – conceito, o respeito pelo eu ( individual ) e outro, ( eu social ), para que deste modo venha a ter um enquadramento na sociedade mais capaz e responsável.
A Educação Física não pode alhear-se deste processo e uma das suas preocupações passa pela conquista de um espaço de igualdade onde, sem abdicar da sua especificidade, possa contribuir para que a escola se afirme cada vez mais como o lugar onde se adquirem e consolidam hábitos e atitudes indispensáveis ao exercício e um papel essencial no desenvolvimento da personalidade em construção do individuo.
A Educação Física no desenvolvimento da personalidade da criança I
O desenvolvimento humano processa – se a partir da interacção entre a motricidade, a emoção e o pensamento, assumindo aqui a Educação Física um fator extremamente importante, na medida em que pressupõe o movimento assumindo um papel de denominador comum nas diferentes fases da Personalidade.
A Educação Física não pode ser pensada como uma mera disciplina curricular, mas como um segmento da educação que utiliza métodos pedagógicos e didáticos, com a finalidade do desenvolvimento integral do Homem, consciente de si mesmo e do mundo que o rodeia.
É através da atividade psicomotora, que a criança desenvolve aspetos cognitivos, afetivos, sociais e psicomotores de suma importância para a formação integral da sua personalidade. Será pois através de actividades realizadas nesta área que a criança adquire habilidades que lhe serão úteis para o seu percurso escolar e para a sua interação com o meio onde se insere.
É reconhecido, pela sociedade em geral, o papel que a Educação Física pode e deve desempenhar na formação da personalidade de qualquer criança, e na criação de hábitos que conduzam a uma prática salutar no domínio das actividades físicas.
São várias as razões apontadas para justificarem este facto - exercício físico, saúde, recreação, desporto, stress, lazer, ocupação de tempos livres, ou outras. No entanto, raramente aparece a Educação Física com a importância que lhe deve ser dada, a nível curricular.
Creio que o problema não reisde no nosso sistema de ensino actual, esta situação já tem as suas raízes anteriormente, já na década de 20, se falava da falha desta área nas escolas, aquando da publicação de Regulamento Oficial de Educação Física, publicado em 1920, que pode ser considerado o primeiro programa escolar da educação Física em Portugal.
Estamos perante um problema de natureza cultural, do qual não nos conseguimos desligar em
termos práticos e que põe em causa a dignidade, estatuto e até a própria existência desta área de ensino. Em termos teóricos é encarada como uma disciplina numa perspectiva de educação permanente, o que não corresponde à realidade prática das nossas escolas portuguesas.
A Educação Física aparece desde os finais do século XIX, aquando da sua implementação, localizando-se no movimento ginástico europeu muito embora a sua consolidação só se venha a confirmar no período do Estado Novo. Ao analisarmos o enquadramento jurídico do sistema educativo português verificamos no entanto, que a Educação Física parece ser encarada como área fundamental nos currículos escolares (dec.-lei 95/91 - determina que no ensino básico esta disciplina ocorra com uma carga horária de 3 horas semanais). Se esta é a determinação oficial do Ministério da Educação, facilmente podemos constatar que tal facto não corresponde à realidade, ao nível do 1º ciclo do ensino básico.
Seria bom que os profissionais da educação, repensassem o modo como a Educação Física tem existido no nosso sistema educativo e o porquê das principais resistências à sua valorização e utilização. Na maior parte dos países da Europa a Educação Física é uma disciplina incluída nos currículos de todos os anos de escolaridade e para compreender a forma como tem sido tratada é necessário interpretar o estatuto de que goza em paralelo com as outras áreas curriculares.
Seria bom que os profissionais da educação, repensassem o modo como a Educação Física tem existido no nosso sistema educativo e o porquê das principais resistências à sua valorização e utilização. Na maior parte dos países da Europa a Educação Física é uma disciplina incluída nos currículos de todos os anos de escolaridade e para compreender a forma como tem sido tratada é necessário interpretar o estatuto de que goza em paralelo com as outras áreas curriculares.
A Educação Física no desenvolvimento da personalidade da criança
Estudos
realizados, têm posto em evidência que a Educação Física é uma área de relevo
na formação das crianças que frequentam o 1º CEB,
contribuindo para o seu desenvolvimento global.
Entenda-se o desenvolvimento
como um processo longo e complexo.
Um processo na medida em que nos remete nos remete para a ideia
que não é estático, mas que tem um certo dinamismo; longo porque começa no
momento da própria concepção e irá terminar aquando da morte do indivíduo; é
ainda complexo porque comporta diversas dimensões e todas elas estão em
permanente interacção.
Uma das características deste
processo é a mudança, nada está parado; quando há paragens no processo é porque
algo está mal, é pois necessário averiguar o que se está a passar. O
desenvolvimento é marcado pelo fenómeno da mudança.
Desenvolvimento é, assim, diferente
de crescimento. Falamos em desenvolvimento a nível psicológico e em crescimento
a nível físico. Há uma interacção entre estes dois domínios mas temos de os
encarar como dois processos diferentes.
Ao falar-se em factores de
desenvolvimento teremos de levar em linha de conta que há causas que levam ao
desenvolvimento e podem afectá-lo e há factores que o influenciam, que o
proporcionam ou o promovem e há outros que o influenciam negativamente
bloqueando-o e provocando atrasos.
Há fatores pertencentes ao meio e
outors intrínsecos do sujeito. Há no entanto uma grande dificuldade em delimitar o campo
de acção de cada um deles.
A teoria do desenvolvimento de Piaget, descreve a
interacção entre factores biológicos e sociais. Por sua vez Vigotsky (1991), entende que o
processo de desenvolvimento não coincide com o de aprendizagem. O processo de
aprendizagem é antecedido pelo de desenvolvimento.
Das vastas teorias existentes na
Psicologia Educacional, abordarei mais atentamente a perspectiva
construtivista, e as contribuições das teorias do desenvolvimento infantis
propostas por Piaget e Vygotsky.
Nesta perspectiva a Educação Física tenta
fazer face às necessidades de cada criança, enquanto indivíduo único e às
necessidades do eu colectivo enquanto sujeitos comuns a uma mesma história
social. Os objectivos, formulados a partir duma abordagem construtivista, vão
fomentar atividades, nos diversos blocos, que façam a mediação entre as duas
dimensões do desenvolvimento humano; a individualidade e a sociabilidade.
Devemos considerar o desenvolvimento psicomotor como um pré requisito de
todas as áreas de desenvolvimento da personalidade.
Ao falarmos em personalidade, estamos sem sombra para qualquer dúvida a
referenciar um conceito de grande complexidade bio-psico-socio-axiológica,
tendendo-se para uma perspectiva de teoria integradora, do desenvolvimento,
partindo-se da relação do sujeito com os outros e com o mundo.
Poderemos entender a personalidade como um conjunto de estruturas
internas do indivíduo que lhe permite uma organização a nível comportamental,
sem que para isso perca a sua individualidade, sendo a personalidade entendida
como o núcleo central do “eu”.
Gordon Allport (1969) terá definido personalidade como “ a organização
dinâmica, no indivíduo, dos sistemas psicofísicos que determinam o seu
comportamento e o seu pensamento característico.” (50)
Ainda segundo o mesmo autor, (1966) O homem trás consigo marcas e
potencialidades desde o seu nascimento e que dentro de certos limites poderão
ser influenciados por diversos factores. Esse conjunto de características
herdadas e adquiridas irão formar a personalidade do indivíduo que será própria
de cada ser, e determinante no rumo que sua vida irá tomar, suas decisões e até
mesmo a profissão que irá seguir.
Segundo
Singer (1986), a personalidade é a forma única do indivíduo se expressar e
reagir a determinado estímulo; é formada através dos anos a partir da estrutura
básica herdada geneticamente e através das experiências de vida, principalmente
as vividas na infância, pode revelar -se
de diferentes formas, trazendo à tona ou reprimindo tendências comportamentais.
Para Lawther (1978), personalidade é um termo usado para caracterizar o
indivíduo e forma-se à medida que a pessoa cresce e se relaciona com o meio e o
temperamento é o termo usado para indicar a natureza das reacções mentais e
emocionais.
Para Allport (1966), existem "materiais brutos" que
formam a personalidade, como a inteligência, o físico e o temperamento e são os
aspectos da personalidade que mais dependem da hereditariedade. O temperamento
segundo o autor refere-se aos fenómenos característicos da natureza emocional
do indivíduo, incluindo a susceptibilidade à estimulação, a intensidade e
rapidez usuais de resposta, a sua disposição bem como as peculiaridades de
flutuação e intensidade de disposição. O temperamento poderá ser alterado, até
certos limites, por influências médicas, cirúrgicas e de nutrição bem como no
decurso da aprendizagem e das experiências de vida.
Outra teoria
importante para o estudo da personalidade é a de Eysenck” uma organização mais ou
menos estável e duradoura do carácter, do temperamento, do intelecto e do
físico de uma pessoa, que determina a sua adaptação ao ambiente”. Esta teoria baseia-se
nos traços de personalidade, pelos quais se acredita capaz de predizer muitos
comportamentos individuais e sociais. Eysenck (1968) considera estes traços
como uma dimensão da personalidade, e identificou, três que seriam as dimensões
primárias da personalidade: extroversão (orientação para o mundo exterior,
introversão orientação para a reserva) e o neuroticismo ( reacções de ansiedade, de medo)
e o psicotismo (teimosia independência, agressividade). O autor considera que
estas dimensões são representativas da actividade nervosa. Estas dimensões
permitem essencialmente uma descrição do comportamento dos sujeitos.
A personalidade
integra não só comportamentos como atitudes mentais, assumindo particular
interesse a importância que o indivíduo tem de si próprio (auto-conceito) e a
ideia que os outros têm de si, se estas coincidirem o seu conflito interno é
menor.
Segundo Samlski
(1992) a importância da atividade física no desenvolvimento da personalidade é
reconhecida tanto pela psicologia do desporto como por professores e
treinadores. Pessoas com uma determinada personalidade interessam-se por uma
determinada forma de prática desportiva. Algumas características como a
socialização, a estabilidade emocional e a motivação desenvolvem-se com a
prática desportiva.
Segundo Esteves (s/data)
as actividades corporais integradas na área de expressão de Educação Físico
Motora podem dar um contributo importante no desenvolvimento da personalidade
das crianças. Este autor terá demonstrado como é possível desenvolver os
aspectos condicionantes da personalidade, tais como; auto-estima, a
socialização, a ansiedade, a motivação através de actividades propostas pelo
programa de Expressão e Educação Físico motora.
A
Expressão e Educação Física Motora tem um papel preponderante no desenvolvimento humano pelo que se pode
afirmar que esta é benéfica para todas as dimensões do mesmo.
A nível do desenvolvimento social; é através da interacção com os seus
pares, que o sujeito adquire competências sociais, tais como a cooperação, a
partilha, a linguagem e a resolução de conflitos.
Na dimensão emocional é através da redução da ansiedade,
da gestão do stress e do desenvolvimento do auto-controlo, que se adquirem
vivências de sentimentos e de comportamentos tais como a perseverança, a
responsabilidade e a auto-aceitação.
A nível físico; é através da libertação de energia acumulada, do
movimento, e da prática de habilidades motoras, que se pode processar um
aumento da atenção e concentração, e consequentemente, uma melhor aprendizagem.
A nível cognitivo é através da
manipulação e dos comportamentos exploratórios ocorridos durante o jogo, que as
crianças desenvolvem constructos intelectuais que utilizarão noutros contextos.
quarta-feira, 15 de agosto de 2012
A vida passa, e... quando deste conta nada restou
Não sei como começar, mas talvez por vos contar uma história.
Era uma vez uma menina que acreditava em contos de fadas, uma pobre menina triste que cresceu sózinha, viveu sózinha e um dia morrerá sózinha...
A menina sempre foi privada das coisas mais importantes da vida, no entanto, era compensada com coisas materiais que muitas vezes são os substitutos do amor e do carinho.
A menina tornou-se uma adolescente irreverente e revoltada, mas um dia teve a ilusão de ter encontrado o príncipe encantado mas... que facilmente se tornou num sapo viscoço e repugnante...
Hoje mulher com defeitos(muitos)essa menina que cresceu sózinha continua no mesmo estado sendo enganada lidando com situações de mentiras e de cobardias que não consegue aceitar.
A mulher de hoje não gosta de voltar para casa porque não tem ninguém há sua espera. Talvez porque viva infelizs, talvez pelo facto de ter sido obrigada a crescer depressa demais, com a maternidade, não viveu todas as fantasias da sexualidade de todos os adolescentes, porque investiu numa formação académica que julgava importante, talvez se tenha esquecido da hierarquia das prioridades pondo em primeiro lugar uma carreira, esquecendo-se de namorar de brincar de cultivar a sensibilidade a que nunca foi habituada, talvez quando deu por si tinha todas as prioridades viradas do avesso.
Essa menina hoje mulher vive infeliz, como se fosse um piloto automático, essa menina só precisa de um pouco de compreensão, de um abraço de uma palavra amiga,mas não a consegue encontrar em lado nenhum. A menina sente-se desamparada perdida, assustada pois sabe que tudo isto é um passo para a depressão, tal com dissem os psicanalistas todos nós nos deprimimos por falta de mimos.
Para quê agonizar numa situação que não tem solução?
A menina hoje está farta e pronta para aatravessar a ponte e caminhar para a luz, tudo é melhor que o inferno da solidão da hipócrisia da mentira e da cobardia.
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
Passei só por passar...
De vez em quando gosto de passar nem que seja só por passar.
Não me apetece escrever, não me apetece fazer nada, tenho saudades, muitas saudades, mas... tenho de sofrê-las em silêncio... tudo tem o seu tempo e o nosso esfomou-se, porque talvez não fosse o nosso tempo...
Não me apetece escrever, não me apetece fazer nada, tenho saudades, muitas saudades, mas... tenho de sofrê-las em silêncio... tudo tem o seu tempo e o nosso esfomou-se, porque talvez não fosse o nosso tempo...
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