segunda-feira, 8 de junho de 2015

fazer a PAZ


Cada um tem uma missão. Hoje estou encontrando a minha. Porque tenho um sonho e não tenho vergonha de assumir, mesmo que ele seja considerado utopia. É o compromisso de construir solidariedade, justiça social e um mundo melhor para todos.

Foi Martin Luther King que popularizou essa frase em seu discurso. Em meio a uma luta racial intensa, o pastor King foi um defensor da não-violência e do direito dos seres humanos. Seu discurso atravessou fronteiras e o tempo e ainda é lido e estudado meticulosamente

Eu tenho sonhos e os mantenho vivos dentro de mim. O que acontece com muita gente é que ao se deparar com as dificuldades, olham para o lado e perdem de vista o ponto fundamental de chegada. Ter sonho e não fazer nada é como viver na fantasia.

Ter sonho nos leva a compartilhar a visão com os amigos, os companheiros, com as pessoas ao nosso redor. Um lindo sonho que não agrega pessoas é apenas um sonho lindo.

Ter sonho implica em pagar o preço. Martin Luther King pagou o preço de seu sonho com a própria vida. Se hoje os Estados Unidos têm um presidente negro é porque muitos pagaram o preço para que o preconceito fosse abolido da nação.

Ter sonho nos desafia à ação. O que você vê constantemente o anima a continuar. Mas sem ação um sonho é apenas desejoEu tenho um sonho… FAZER A PAZ…

Pai


Pai, estará  presente em mim, na minha vida no meu pensamento, no meu coração, e hoje meu pai, é a minha fonte de minha  inspiração, quando a saudade mais aperta.Pai fonte de inspiração de força de segurança.Sempre presente, mas as vezes ausente.Nas horas difíceis esteve sempre ao meu lado, apoiando-me com carinho. Foi difícil recomeçar tudo sem o pai, culpei-o por ter ido, não quis entender que foi a vontade de Deus. Sem o pai, fiquei perdida solta no tempo e no espaço insegura, triste, deprimida.Mas precisava seguir, mesmo sentindo o vazio da sua ausência.Sobrevivi... com muito custo com muita dificuldade com muita luta com muito sofrimento...O pai  estará sempre presente em mim, na minha vida no meu pensamento no meu coração.

E hoje... meu pai você é a minha fonte de saudade.

Sempre sua filha...

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

disparates....


Quantas vezes…

Quantas vezes pensamos em desistir,

...deixar de lado o ideal e os sonhos?

Quantas vezes fugimos com o coração amargurado pela injustiça?

Quantas vezes sentimos o peso da responsabilidade sem ter com quem dividir?

Quantas vezes sentimos solidão, ..mesmo cercados de pessoas?

Quantas vezes falamos sem ser notados?

Quantas vezes lutamos por uma causa perdida?

Quantas vezes aquela lágrima teima em cair,

...justamente na hora em que precisamos parecer fortes.

Quantas vezes pedimos a Deus um pouco de força, um pouco de luz?

E a resposta vem, seja lá como for.

Um sorriso, ..um olhar cúmplice,

...um cartãozinho, um bilhete, um gesto de amor.;

E a gente insiste,

...insiste em prosseguir,

...em acreditar,

...em transformar,...

..em dividir,.. em estar… em ser…

E Deus insiste em nos abençoar,

..em nos mostrar o caminho.

O mais difícil, o mais complicado, o mais bonito…

E… insistimos em seguir, porque existe uma missão…

Ser feliz…

 

 

 

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Desenvolvimento da personalidade e Educação Física





Na escolha destas reflexões, esteve subjacente a importância da Educação Física no desenvolvimento integral da personalidade da criança, e da minh tomada de consciência, como profissional, do muito que há ainda a fazer nesta área. Embora seja parte integrante do currículo do 1º CEB a Educação Física tem sido relegada para um plano secundário ou de "enriquecimento curricular".


Não podemos esquecer que se assiste hoje a uma mudança de atitude a nível educacional, os profissionais da educação reconhecem a importância da Educação Física no desenvolvimento global das crianças, mais concretamente no desenvolvimento das suas capacidades expressivas, lúdicas, físicas, cognitivas e criativas.

Nos nossos dias, as incertezas a nível de organização escolar concorrem para reforçar um conjunto de problemas, cuja complexidade obriga a um novo modo de olhar a escola. Não se espera que a escola tenha só como missão o ensinar a ler, a escrever e a contar. Exige-se pois, que ela prepare o cidadão para interpretar e manipular capazmente as informações que lhe chegam e participar cada vez mais, activa e conscientemente na vida da comunidade onde está inserido. Cabe à escola promover práticas estimulantes, que ajudem os alunos a desenvolver a sua personalidade utilizando para tal conteúdos actualizados e adequados às novas exigências pessoais e sociais.

A escola, e neste caso específico a Educação Física tem um papel fundamental no desenvolvimento da personalidade da criança, cabendo ao professor o papel mais importante, o de proporcionar atividades que possam contribuir para o desenvolvimento das capacidade motoras e emocionais, fundamentais para desenvolver positivamente na criança, a auto – estima, o auto – conceito, o respeito pelo eu ( individual ) e outro, ( eu social ), para que deste modo venha a ter um enquadramento na sociedade mais capaz e responsável.

A Educação Física não pode alhear-se deste processo e uma das suas preocupações passa pela conquista de um espaço de igualdade onde, sem abdicar da sua especificidade, possa contribuir para que a escola se afirme cada vez mais como o lugar onde se adquirem e consolidam hábitos e atitudes indispensáveis ao exercício e um papel essencial no desenvolvimento da personalidade em construção do individuo.













A Educação Física no desenvolvimento da personalidade da criança I




O desenvolvimento humano processa – se a partir da interacção entre a motricidade, a emoção e o pensamento, assumindo aqui a Educação Física um fator extremamente importante, na medida em que pressupõe o movimento assumindo um papel de denominador comum nas diferentes fases da Personalidade.

A Educação Física não pode ser pensada como uma mera disciplina curricular, mas como um segmento da educação que utiliza métodos pedagógicos e didáticos, com a finalidade do desenvolvimento integral do Homem, consciente de si mesmo e do mundo que o rodeia.

É através da atividade psicomotora, que a criança desenvolve aspetos cognitivos, afetivos, sociais e psicomotores de suma importância para a formação integral da sua personalidade. Será pois através de actividades realizadas nesta área que a criança adquire habilidades que lhe serão úteis para o seu percurso escolar e para a sua interação com o meio onde se insere.

É reconhecido, pela sociedade em geral, o papel que a Educação Física pode e deve desempenhar na formação da personalidade de qualquer criança, e na criação de hábitos que conduzam a uma prática salutar no domínio das actividades físicas.

São várias as razões apontadas para justificarem este facto - exercício físico, saúde, recreação, desporto, stress, lazer, ocupação de tempos livres, ou outras. No entanto, raramente aparece a Educação Física com a importância que lhe deve ser dada, a nível curricular.
Creio que o problema não reisde no nosso sistema de ensino actual, esta situação já tem as suas raízes anteriormente, já na década de 20, se falava da falha desta área nas escolas, aquando da publicação de Regulamento Oficial de Educação Física, publicado em 1920, que pode ser considerado o primeiro programa escolar da educação Física em Portugal.

Estamos perante um problema de natureza cultural, do qual não nos conseguimos desligar em
 termos práticos e que põe em causa a dignidade, estatuto e até a própria existência desta área de ensino. Em termos teóricos é encarada como uma disciplina numa perspectiva de educação permanente, o que não corresponde à realidade prática das nossas escolas portuguesas.
A Educação Física aparece desde os finais do século XIX, aquando da sua implementação, localizando-se no movimento ginástico europeu muito embora a sua consolidação só se venha a confirmar no período do Estado Novo. Ao analisarmos o enquadramento jurídico do sistema educativo português verificamos no entanto, que a Educação Física parece ser encarada como área fundamental nos currículos escolares (dec.-lei 95/91 - determina que no ensino básico esta disciplina ocorra com uma carga horária de 3 horas semanais). Se esta é a determinação oficial do Ministério da Educação, facilmente podemos constatar que tal facto não corresponde à realidade, ao nível do 1º ciclo do ensino básico.

Seria bom que os profissionais da educação, repensassem o modo como a Educação Física tem existido no nosso sistema educativo e o porquê das principais resistências à sua valorização e utilização. Na maior parte dos países da Europa a Educação Física é uma disciplina incluída nos currículos de todos os anos de escolaridade e para compreender a forma como tem sido tratada é necessário interpretar o estatuto de que goza em paralelo com as outras áreas curriculares.




A Educação Física no desenvolvimento da personalidade da criança


Estudos realizados, têm posto em evidência que a Educação Física é uma área de relevo na formação das crianças que frequentam o 1º CEB, contribuindo para o seu desenvolvimento global.
 Entenda-se o desenvolvimento como um processo longo e complexo.
 Um processo na medida em que nos remete nos remete para a ideia que não é estático, mas que tem um certo dinamismo; longo porque começa no momento da própria concepção e irá terminar aquando da morte do indivíduo; é ainda complexo porque comporta diversas dimensões e todas elas estão em permanente interacção.

            Uma das características deste processo é a mudança, nada está parado; quando há paragens no processo é porque algo está mal, é pois necessário averiguar o que se está a passar. O desenvolvimento é marcado pelo fenómeno da mudança.

            Desenvolvimento é, assim, diferente de crescimento. Falamos em desenvolvimento a nível psicológico e em crescimento a nível físico. Há uma interacção entre estes dois domínios mas temos de os encarar como dois processos diferentes.

            Ao falar-se em factores de desenvolvimento teremos de levar em linha de conta que há causas que levam ao desenvolvimento e podem afectá-lo e há factores que o influenciam, que o proporcionam ou o promovem e há outros que o influenciam negativamente bloqueando-o e provocando atrasos.

            Há fatores pertencentes ao meio e outors intrínsecos do sujeito. Há no entanto uma grande dificuldade em delimitar o campo de acção de cada um deles.
 A teoria do desenvolvimento de Piaget, descreve a interacção entre factores biológicos e sociais. Por sua vez Vigotsky (1991), entende que o processo de desenvolvimento não coincide com o de aprendizagem. O processo de aprendizagem é antecedido pelo de desenvolvimento.

            Das vastas teorias existentes na Psicologia Educacional, abordarei mais atentamente a perspectiva construtivista, e as contribuições das teorias do desenvolvimento infantis propostas por Piaget e Vygotsky.
Nesta perspectiva a Educação Física tenta fazer face às necessidades de cada criança, enquanto indivíduo único e às necessidades do eu colectivo enquanto sujeitos comuns a uma mesma história social. Os objectivos, formulados a partir duma abordagem construtivista, vão fomentar atividades, nos diversos blocos, que façam a mediação entre as duas dimensões do desenvolvimento humano; a individualidade e a sociabilidade.

Devemos considerar o desenvolvimento psicomotor como um pré requisito de todas as áreas de desenvolvimento da personalidade.

Ao falarmos em personalidade, estamos sem sombra para qualquer dúvida a referenciar um conceito de grande complexidade bio-psico-socio-axiológica, tendendo-se para uma perspectiva de teoria integradora, do desenvolvimento, partindo-se da relação do sujeito com os outros e com o mundo.

Poderemos entender a personalidade como um conjunto de estruturas internas do indivíduo que lhe permite uma organização a nível comportamental, sem que para isso perca a sua individualidade, sendo a personalidade entendida como o núcleo central do “eu”.

Gordon Allport (1969) terá definido personalidade como “ a organização dinâmica, no indivíduo, dos sistemas psicofísicos que determinam o seu comportamento e o seu pensamento característico.” (50)

Ainda segundo o mesmo autor, (1966) O homem trás consigo marcas e potencialidades desde o seu nascimento e que dentro de certos limites poderão ser influenciados por diversos factores. Esse conjunto de características herdadas e adquiridas irão formar a personalidade do indivíduo que será própria de cada ser, e determinante no rumo que sua vida irá tomar, suas decisões e até mesmo a profissão que irá seguir.

            Segundo Singer (1986), a personalidade é a forma única do indivíduo se expressar e reagir a determinado estímulo; é formada através dos anos a partir da estrutura básica herdada geneticamente e através das experiências de vida, principalmente as vividas na infância, pode  revelar -se de diferentes formas, trazendo à tona ou reprimindo tendências comportamentais.

Para Lawther (1978), personalidade é um termo usado para caracterizar o indivíduo e forma-se à medida que a pessoa cresce e se relaciona com o meio e o temperamento é o termo usado para indicar a natureza das reacções mentais e emocionais.

 Para Allport (1966), existem "materiais brutos" que formam a personalidade, como a inteligência, o físico e o temperamento e são os aspectos da personalidade que mais dependem da hereditariedade. O temperamento segundo o autor refere-se aos fenómenos característicos da natureza emocional do indivíduo, incluindo a susceptibilidade à estimulação, a intensidade e rapidez usuais de resposta, a sua disposição bem como as peculiaridades de flutuação e intensidade de disposição. O temperamento poderá ser alterado, até certos limites, por influências médicas, cirúrgicas e de nutrição bem como no decurso da aprendizagem e das experiências de vida.

Outra teoria importante para o estudo da personalidade é a de Eysenck” uma organização mais ou menos estável e duradoura do carácter, do temperamento, do intelecto e do físico de uma pessoa, que determina a sua adaptação ao ambiente”. Esta teoria baseia-se nos traços de personalidade, pelos quais se acredita capaz de predizer muitos comportamentos individuais e sociais. Eysenck (1968) considera estes traços como uma dimensão da personalidade, e identificou, três que seriam as dimensões primárias da personalidade: extroversão (orientação para o mundo exterior, introversão orientação para a reserva) e o  neuroticismo ( reacções de ansiedade, de medo) e o psicotismo (teimosia independência, agressividade). O autor considera que estas dimensões são representativas da actividade nervosa. Estas dimensões permitem essencialmente uma descrição do comportamento dos sujeitos.

A personalidade integra não só comportamentos como atitudes mentais, assumindo particular interesse a importância que o indivíduo tem de si próprio (auto-conceito) e a ideia que os outros têm de si, se estas coincidirem o seu conflito interno é menor.

Segundo Samlski (1992) a importância da atividade física no desenvolvimento da personalidade é reconhecida tanto pela psicologia do desporto como por professores e treinadores. Pessoas com uma determinada personalidade interessam-se por uma determinada forma de prática desportiva. Algumas características como a socialização, a estabilidade emocional e a motivação desenvolvem-se com a prática desportiva.

Segundo Esteves (s/data) as actividades corporais integradas na área de expressão de Educação Físico Motora podem dar um contributo importante no desenvolvimento da personalidade das crianças. Este autor terá demonstrado como é possível desenvolver os aspectos condicionantes da personalidade, tais como; auto-estima, a socialização, a ansiedade, a motivação através de actividades propostas pelo programa de Expressão e Educação Físico motora.

A Expressão e Educação Física Motora tem um papel preponderante  no desenvolvimento humano pelo que se pode afirmar que esta é benéfica para todas as dimensões do mesmo. 

A nível do desenvolvimento social; é através da interacção com os seus pares, que o sujeito adquire competências sociais, tais como a cooperação, a partilha, a linguagem e a resolução de conflitos.

Na dimensão emocional é através da redução da ansiedade, da gestão do stress e do desenvolvimento do auto-controlo, que se adquirem vivências de sentimentos e de comportamentos tais como a perseverança, a responsabilidade e a auto-aceitação.

A nível físico; é através da libertação de energia acumulada, do movimento, e da prática de habilidades motoras, que se pode processar um aumento da atenção e concentração, e consequentemente, uma melhor aprendizagem.

A nível cognitivo  é através da manipulação e dos comportamentos exploratórios ocorridos durante o jogo, que as crianças desenvolvem constructos intelectuais que utilizarão noutros contextos.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

A vida passa, e... quando deste conta nada restou


Não sei como começar, mas talvez por vos contar uma história.
Era uma vez uma menina que acreditava em contos de fadas, uma pobre menina triste que cresceu sózinha, viveu sózinha e um dia morrerá sózinha...
A menina sempre foi privada das coisas mais importantes da vida, no entanto, era compensada com coisas materiais que muitas vezes são os substitutos do amor e do carinho.
A menina tornou-se uma adolescente irreverente e revoltada, mas um dia teve a ilusão de ter encontrado o príncipe encantado mas... que facilmente se tornou num sapo viscoço e repugnante...
Hoje mulher com defeitos(muitos)essa menina que cresceu sózinha continua no mesmo estado sendo enganada lidando com situações de mentiras e de cobardias que não consegue aceitar.
A mulher de hoje não gosta de voltar para casa porque não tem ninguém há sua espera. Talvez porque viva infelizs, talvez pelo facto de ter sido obrigada a crescer depressa demais, com a maternidade, não viveu todas as fantasias da sexualidade de todos os adolescentes, porque investiu numa formação académica que julgava importante, talvez se tenha esquecido da hierarquia das prioridades pondo em primeiro lugar uma carreira, esquecendo-se de namorar de brincar de cultivar a sensibilidade a que nunca foi habituada, talvez quando deu por si tinha todas as prioridades viradas do avesso.
Essa menina hoje mulher vive infeliz, como se fosse um piloto automático, essa menina só precisa de um pouco de compreensão, de um abraço de uma palavra amiga,mas não a consegue encontrar em lado nenhum. A menina sente-se desamparada perdida, assustada pois sabe que tudo isto é um passo para a depressão, tal com dissem os psicanalistas todos nós nos deprimimos por falta de mimos.
Para quê agonizar numa situação que não tem solução?
A menina hoje está farta e pronta para aatravessar a ponte e caminhar para a luz, tudo é melhor que o inferno da solidão da hipócrisia da mentira e da cobardia.